Alguns
alunos da Escola Básica António Fogaça foram convidados para estarem presentes
na cerimónia de divulgação dos resultados da eleição “Miúdos a Votos – quais os livros mais fixes?”
que decorreu a nível nacional.
Esta iniciativa contou com os votos de alunos de
308 escolas de todo o país. A iniciativa da VISÃO Júnior e da Rede de
Bibliotecas Escolares, apoiada pela Comissão Nacional de Eleições, a Portada, o
Plano Nacional de Leitura, a Direção Geral da Educação e a Rádio Miúdos,
pretende criar e cimentar hábitos de leitura e promover a cidadania.
A cerimónia decorreu na Escola Secundária
Vergílio Ferreira, em Lisboa e contou com a presença do ministro da
Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do secretário de Estado da Educação, João
Costa, e dos escritores António Torrado, Pedro Seromenho, David Machado e Luísa
Ducla Soares.
Alunos de 18
escolas apresentaram os trabalhos realizados durante a campanha eleitoral e,
entre atuações e discursos, foram revelados os vencedores. Foi neste contexto
que os alunos da professora Isabel Santos, da turma B do 3º ano, Gabriel Campos
Dias, João Manuel Gomes Silva, Laura Barbosa Lopes e Mariana Silva Ferreira, foram convidados a apresentarem o trabalho
que desenvolveram durante a campanha eleitoral sobre o livro escolhido por este grupo de alunos - "O Tubarão na Banheira" de David Machado.
Os
resultados do 1.º ciclo foram os seguintes: o clássico “O Principezinho”, de
Antoine de Saint-Exupéry, foi o livro mais fixe (7,2% dos votos); em segundo
lugar, “Porque é que os Animais não Conduzem?”, de Pedro Seromenho (6,8%); e “O
Tubarão na Banheira”, de David Machado, foi o terceiro candidato eleito (6,4
por cento).
Foi para
todos um dia especial, tanto mais que tiveram oportunidade de conversarem com o
autor do livro que foram representar - “O Tubarão na Banheira” – e de
convidarem o Pedro Seromenho a fazer-lhes uma visita, até porque o seu livro “Porque
é que os animais não conduzem?” ficou em primeiro lugar na escola.
O processo eleitoral decorreu com todo o civismo. Os elementos da mesa eleitoral estiveram à altura da responsabilidade que lhes foi atribuída. Os pequenos cidadãos votaram em massa e todos demonstraram conhecer as regras mais elementares de uma democracia. A contagem dos votos foi realizada com todo o "profissionalismo" e concentração. Não se registaram votos nulos nem votos em branco. Resultados da votação: 1º Lugar:Porque é que os animais não conduzem? de Pedro Seromenho, com 85 votos; 2º Lugar:O Principezinho, de Saint- Exupéry e o O Beijo da Palavrinha, de Mia Couto, ambos com 31 votos; 3º Lugar:O Tubarão na Banheira, de Davis Machado, com 29 votos; 4º Lugar: Teatro às Três Pancadas, de António Torrado, com 23 votos. Aqui fica um pequeno registo de um dia entusiasmante.
As turmas do C e D do 4ºano também estão envolvidas na iniciativa Miúdos a Votos. E fizerem campanha eleitoral. Usaram cartazes, flyers, fotos e apresentarem razões para demonstrarem aos colegas que os livros que escolheram são os mais fixes.
Aqui fica um pequeno registo do trabalho desenvolvido por estes alunos.
O dia 17 de
março vai ser um dia muito especial para os alunos da EBI António Fogaça. A
escola aderiu à iniciativa da VISÃO Júnior e Rede de Bibliotecas
Escolares «Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?»
Esta é uma
iniciativa inédita da VISÃO Júnior e da Rede de Bibliotecas Escolares, com o
apoio da Comissão Nacional de Eleições, a Direção-Geral de Educação, o Plano
Nacional de Leitura e a Pordata, que vai permitir aos alunos entre o 1º e o 9º
anos de escolaridade votarem nos livros que mais gostaram de ler até hoje.
Destas eleições, resultará a lista das obras preferidas dos estudantes
portugueses.
O processo é semelhante ao de umas eleições políticas,
promovendo simultaneamente a leitura e a cidadania. Durante a campanha
eleitoral, estes defenderão junto dos colegas os seus livros preferidos. Com esta iniciativa, os alunos ficarão a conhecer como
se desenrola um processo eleitoral e para que serve. Esta iniciativa, que
pretende dar voz às crianças e jovens portugueses, habitualmente pouco
auscultados em processos de decisão que lhe dizem diretamente respeito,
possibilita um processo de aprendizagem importante, que ajudará a formar
cidadãos de pleno direito.